terça-feira, 13 de abril de 2010

Canção que liberta!!!

“O Bêbado e a Equilibrista” é uma das mais famosas músicas que berraram nos ouvidos da covarde ditadura – mesmo “covarde ditadura” sendo redundante, vale destacar – militar que assolou – e assombrou – o Brasil de 1964 a 1985. A música foi composta por Aldir Blanc e João Bosco e lançada no LP “Linha de Passe”, em 1979 e gravada por Elis Regina, voz que deu forma à música e ficou conhecidíssima, como a doce adjetivação da esperança – equilibrista – Existem muitas possibilidades para as geniais – e geniosas – metáforas de Aldir Blanc. Como a de que as “estrelas” seriam generais e “céu” a prisão.

Betinho, sociólogo, ativista pelos direitos humanos, perseguido e exilado na época do regime militar, era irmão do, também genial, Henrique de Souza, o cartunista Henfil, este que foi apresentado ao compositor Aldir Blanc por sua amiga a cantora Elis Regina, no verão de 1975, iniciando assim uma boa amizade.

Henfil costumava encher os ouvidos do amigo de suas memórias do “mano” Betinho, exilado desde 1971.

Sensibilizado com o falecimento de Charlie Chaplin, João Bosco compôs uma linda melodia em sua homenagem e chamou Aldir para mostrá-la. Aldir letrou a música e fez uma singela homenagem ao rimar “Brasil” com o “irmão do Henfil”, esta rima, que por sua vez teve papel de emoção, mobilização, transformação e incentivo a uma nação reprimida. Aldir afirmou que se disesse “Betinho”, ninguém reconheceria, a referência ao irmão Henfil era mais forte, ele já tinha fama na época, enquanto a imagem pública de Betinho veio a se formar com força já pelos anos noventa, principalmente após a criação da “Ação da Cidadania”. Herbert de Souza, o Betinho, ouviu pela primeira vez a canção, na doce voz de Elis, exilado no México. Seu irmão o telefonou e pôs, sem nada avisar, para que ouvisse. Ao enviar a fita cassete, Henfil escreveu um recado: “Mano velho, prepare-se! Agora nós temos um hino e quem tem um hino faz uma revolução!”


Dito e feito!!!

A campanha pela anistia irrestrita foi a primeira movimentação nacional que obteve sucesso desde o início da sangrenta ditadura militar no Brasil. Vários manifestos ocorreram no mundo inteiro, inclusive a Conferencia Internacional da Mulher, no México, que fez de 1975 o ano Internacional pela anistia.

Em 1979, Betinho desembarcou no Aeroporto de Congonhas e se deparou com uma manifestação: Cerca de duzentas pessoas cantavam “O Bêbado e a Equilibrista”.


Troca de passes...

O que me admira na construção da história são estes pequenos detalhes que os “evangélicos” teimam em não ver. Existe coisa mais libertadora do que você parar e pensar sobre essa magnífica forma do “Vento que Sopra” soprar onde quer e não onde a “Igreja Institucional” manda? Veja, perceba que a “campanha pela anistia irrestrita”, nasce de um samba com um nome aparentemente estranho e uma voz doce, maravilhosa de Elis Regina, embalando sonhos, “chamando a existência o que não existia” para que venha existir. A voz de Elis Regina parece o cicio suave, o rumor brando que desce à caverna do profeta Elias para de lá arrancá-lo e recolocá-lo na caminhada vocacional. É justo arrazoarmos e dar razão a razão, se curvar diante do óbvio, daquilo que salta diante dos olhos, que está à vista, que Deus não é patrimônio exclusivo de “Evangélicos” e nem de qualquer outra religião!

O que me fascina nos evangelhos é isto. Quem anda lado a lado com Jesus de Nazaré percebe logo que Ele é o sol que nunca se põe, é a lua que jamais mingua, é a primavera eterna de esperança, é a cor que enche o vazio, é o conteúdo que organiza o caos, é a concordata para os corações falidos, enfim, é o começo de um existir eterno.

Andar com Jesus de Nazaré foi, e é tão empolgante por que Ele lança luzes de lucidez em nossa caminhada. Nunca foi preciso na história da verdadeira militância evangélica, termos “representantes” no poder “executivo” “judiciário” ou “legislativo”. Pelo que vemos na história da fascinante “O Bêbado e a Equilibrista” de João Bosco e Aldir Blanc, “O Sopro que sopra”, colocou nos lábios da Elis Regina “um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; e muitos viram essas coisas, e confiaram no “Fim de um Ciclo e início de um outro”. Das agruras da ditadura nasceu a ternura da democracia e hoje temos um operário, um sindicalista na cadeira principal do país; que graças a Deus deixou de ficar “deitado eternamente em berço esplêndido”, e hoje somos uma das nações mais bem quista no mundo. A muito o que melhorar, sei disso, mas já não somos os mesmos!


Definitivamente sou dos Evangelhos, não sou “evangélico”, principalmente nestes esteriótipos, nestas performances que vemos hoje nas emissoras de televisão. O que vejo, são interesses exclusivistas, vaidade sobre vaidade, antropocentrismo puro. Homens com cara dos “deuses gregos”, para cada situação temos um “Após-tôlo” querendo ser representante legal de Deus como se Deus desse a eles uma procuração para “decretarem” em seu nome, é assim que vemos “tolices” após-tolices; levitas que levitam com “músicas de consumo”, curvados diante de “mamon”, adorando o próprio umbigo.

Lançando Luzes...

Bobinhos, diz o APÓSTOLO Paulo aos Gálatas: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isto também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colhera corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá qualidade de vida”, VIDA ETERNA! E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da FAMILIA DA FÉ. (Gálatas 6:7-10).

E ainda tem gente usurpando a verdade do texto supra citado, fazendo pressão emocional no povo para arrancar o máximo de dinheiro que puderem!
O texto não fala sobre arrecadação financeira, mas isto fica para outro momento!

O Gosto gostoso do novo som!!!

O interessante de tudo isso é que o último ato de Jesus de Nazaré diante dos discípulos foi “cantado”. “Tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras” (Marcos 14:26). Depois disto, veio o Getsêmani, (lugar da moenda do sofrimento) a prisão (exílio) a cruz (o sacrifício) e a ressurreição (realização dos sonhos). Qualquer semelhança com a história do Brasil é mais que mera coincidência é pura realidade espiritual queridão!!!

Assim nasce a IGREJA totalmente diferente dessa “igreja” que vemos por aqui no Brasil e pelo mundo à fora. Por isso declaro; salve a Música Popular Brasileira, o Vento que Sopra soprou sobre ela.


Quanto a mim, você pode até achar que estou “bêbado” neste vasto e colorido mundo das palavras, todavia afirmo, sou “equilibrista”, basta uma pequena fresta de luz...
Quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz a Igreja através desta linda obra de arte!

Ùltimo trecho de “O Bêbado e a Equilibrista”.

Asas!


A esperança equilibrista...

Sabe que o show

De todo artista,

Tem que continuar...

Melhores dias... Uni-verso...O Vento Sopra...

“Mano velho, prepare-se! Agora nós temos um hino e quem tem um hino faz uma revolução!”

http://youtu.be/73qU6YdeI64


Brasília, Abril de 2.010 às 16h50.

Paulinho Almeida.
Tempo de Vida...